Brota araucária sem angústia
Vence a ameaça que te faz quedar
Transborda em cachoeira, refloresta
Do ribeiro à foz do rio que parece mar
Desfalha pinha madura!
Germina, pivota que é janeiro
Jaz tanto forro, teto, ripa e amargura
E sê ligeira, mais que a serra do madeireiro
Alce as copas oblíquos braços
Revisita o céu, imenso candelabro
E medra fundo também na consciência do homem
Pois que a ciência quase nada pode
Com aquele que da tua própria pinha come
Dom Pedro, Lumber, Farquhar
Que diferença faz agora contestar
Se o que vejo nos campos do Paraná
Não passa de um mero salpicar
de uma floresta inteira que ali deveria estar.
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