Aspirando...
Analiso para desenvolver.
Controlo, disciplino, escolho.
Dou direção e sigo.
Ajusto o que é preciso
E para isso,
estudo e mudo,
Até que domino.
Se por acaso erro,
Eu me aceito
Modifico,
E sigo novo rumo.
Me reconcilio com o mundo
Me dissolvo e harmonizo.
E quando acerto
Me expando até o triunfo!
Transcendo e progrido!
Revoluciono e recomeço!
Toda Poesia Que Sai De Mim
Poesias para ler com calma. Senão, volte depois!
06/07/2017
Lápis 6B
Uma gravura, pintada a lápis
Simples lápis 6B
Tão sem cor que parece morta
Como foto preto-e-branco
Sem vida, sem cor.
São apenas 9 teclas de um piano
A lápis, cinza e branco
Nem são 12 de uma escala completa
Mas é tão realista
Que me causa vontade
Sei lá que vontade
Só queria pôr meus dedos nelas
E saber qual som elas tem.
Relações
(1º comentário)
E então, da penumbra, surge a luz.
Bem próxima, sente-a. Quase toca. Luta
consigo mesmo por um único toque. Perde. Mas ainda busca. Quer tocá-la, quer
abraçá-la, quer aproximar-se, quer amá-la. Amando, lhe permite um toque.
Então, de um toque, surge à penumbra.
Cabe-lhe persistir neste amor.
(2º comentário)
E então, no amor, surge a luz. Bem próxima, a
sente. Duvida. Quase se afasta. Afasta-se. Roga pelo ódio, odeia, quase se
mata... quase. Quase esquece. Esquece. Então, se enobrece ou se entristece.
Lembra, e pensa no engano. Engana-se e... ama?
Na mais pura e maravilhosa utopia do ser
humano.
(3º comentário)
E então, no engano, surge a luz, ou então, na
mais pura e maravilhosa utopia do homem, surge a luz:
bem próxima, a sente, acredita, quase se
convence...
Então, quase inexplicável quanto explicar o
que inexiste, a luz se aproxima, o homem a sente... sente com o coração...
sente-a com seu corpo... sente-a com seus pêlos... mas não sente, em momento
algum, que não sente com amor.
- E então, o que torna o homem feliz neste
instante?
- Justamente isto. Ainda não buscar o amor.
Apenas o bem de si mesmo, para si mesmo.
- Então todos os homens são felizes neste
instante apenas porque buscam apenas o bem em si mesmos?
- Sim.
- Justifique.
- O bem, o prazer, satisfaz. Por isso ainda
vivem na penumbra.
1997, Acrópole Escola Filosófica -
Curitiba-PR.
Indicado como referencia do livro VI: O Mito Da Caverna, da obra A República - Platão
Indicado como referencia do livro VI: O Mito Da Caverna, da obra A República - Platão
Velha Margem
Rico rio de leito persistente
És raia entrelaçada com a selva.
De beleza quase que latente
Mantém-se em curso só de ida
Um belo álveo cristalino
Se pra mim, finda em sua curva
Pra tí o início do caminho.
Deita a noite sobre o brilho desse rio
Põe-se a lua neste instante a caminhar
Num momento de mistério
Cumplicio um volume infinito de luar.
Rio que ainda se chamas rio
Muita idade tens que conduziu
Já eu, meu filho, conta aqui
Como foi que persistiu.
15/03/2000
O outro, eterno inacessível
Qual uno verso ide ao finito
Buscar a maior compreensão
De que quanto mais se entende o dentro
Maior o entendimento do que há fora
Quanta beleza há na maior consciência
E quanta tristeza ela também pode carregar
Porque o mar etéreo sempre esteve lá
Coberto de tudo o que há em sua profundeza
Mas inacessível para aquele que não a deseja
O que saberemos ao tocá-lo é o nada
O nada é o vazio de uma vida de riqueza
Que jamais transborda para além de sua própria defesa
Pois corre atrás daquilo que não é, nunca foi,
E jamais será, próprio de sua própria natureza.
...
A consciência é um saber divino,
A consciência é uma condição deste saber
É aquilo dito por aqueles que já a compreenderam e usurparam-na dos demais
Para que não se permita, ao homem comum, compreender
Para que ele não possa pensar por si mesmo,
Para que ele não possa encontrar.
Pois que, se a encontrar, terá sua liberdade genuína,
assegurada, sólida (mas chamada sempre de louca)
dentro da consciência do mais puro e belo livre-arbítrio.
Esta a liberdade não combina com servidão,
Servir a Deus é a própria condição de escravo.
E eles tem exércitos para defender isto! (tem mesmo)
Ouvir que se deve servir (e temer) a Deu
- ao outro, é uma afronta à sua inteligência.
Como humanidade, levamos milhares e milhares de anos
para evoluir para o que somos hoje,
mas justamente no presente é onde está tudo invertido.
Por que? Melhor perguntar Por Quem!
Devemos ser escravos do outro, escravos de um "senhor" nomeado Deus.
Dessa forma viveremos tentando encontrá-lo fora, e isso é errado. Muito errado!
Libertária é a compreensão de que esse "deus" apenas é.
Não tem cara de velho, não pune ninguém. Não possui vontade própria.
Idiotas: Deus está na pedra!
No vaso, na cadeira, na minhoca, em tudo.
Nunca fora, mas dentro do Todo.
Porque quando eles disserem: “Deus vê!”
Terão lhe ensinado a ter olhos para o que está fora de você mesmo e
assim jamais entenderá, apenas temerá.
Jamais "conhecerás a ti mesmo"!
Jamais entenderás que és a mais importante parte de um grande Todo!
Pois que fora, nada existe!
Somente a consciência pode permitir compreender
Que eu, você, a pedra, as árvores, as estrelas,
O cosmo e todo o universo,
Não passamos de manifestação de energia.
A natureza está aí, visível para quem puder enxergar
E, assim como nós somos parte dela como energia, ela é, foi e sempre será.
O corpo acaba, mas a consciência é eterna.
Nós permanecemos! (e alguns acreditam que voltamos - reencarnamos!)
Não tema a Deus, não tema o pecado! Simplesmente seja feliz - e LIVRE!
Não maltrate seus irmãos, porque eles têm sentimentos igual a você.
Não maltrate nem um pássaro, pois ele canta na janela de alguém, ou até na sua.
Respeite essa merda toda porque no fundo
Tudo é parte de você.
Buscar a maior compreensão
De que quanto mais se entende o dentro
Maior o entendimento do que há fora
Quanta beleza há na maior consciência
E quanta tristeza ela também pode carregar
Porque o mar etéreo sempre esteve lá
Coberto de tudo o que há em sua profundeza
Mas inacessível para aquele que não a deseja
O que saberemos ao tocá-lo é o nada
O nada é o vazio de uma vida de riqueza
Que jamais transborda para além de sua própria defesa
Pois corre atrás daquilo que não é, nunca foi,
E jamais será, próprio de sua própria natureza.
...
A consciência é um saber divino,
A consciência é uma condição deste saber
É aquilo dito por aqueles que já a compreenderam e usurparam-na dos demais
Para que não se permita, ao homem comum, compreender
Para que ele não possa pensar por si mesmo,
Para que ele não possa encontrar.
Pois que, se a encontrar, terá sua liberdade genuína,
assegurada, sólida (mas chamada sempre de louca)
dentro da consciência do mais puro e belo livre-arbítrio.
Esta a liberdade não combina com servidão,
Servir a Deus é a própria condição de escravo.
E eles tem exércitos para defender isto! (tem mesmo)
Ouvir que se deve servir (e temer) a Deu
- ao outro, é uma afronta à sua inteligência.
Como humanidade, levamos milhares e milhares de anos
para evoluir para o que somos hoje,
mas justamente no presente é onde está tudo invertido.
Por que? Melhor perguntar Por Quem!
Devemos ser escravos do outro, escravos de um "senhor" nomeado Deus.
Dessa forma viveremos tentando encontrá-lo fora, e isso é errado. Muito errado!
Libertária é a compreensão de que esse "deus" apenas é.
Não tem cara de velho, não pune ninguém. Não possui vontade própria.
Idiotas: Deus está na pedra!
No vaso, na cadeira, na minhoca, em tudo.
Nunca fora, mas dentro do Todo.
Porque quando eles disserem: “Deus vê!”
Terão lhe ensinado a ter olhos para o que está fora de você mesmo e
assim jamais entenderá, apenas temerá.
Jamais "conhecerás a ti mesmo"!
Jamais entenderás que és a mais importante parte de um grande Todo!
Pois que fora, nada existe!
Somente a consciência pode permitir compreender
Que eu, você, a pedra, as árvores, as estrelas,
O cosmo e todo o universo,
Não passamos de manifestação de energia.
A natureza está aí, visível para quem puder enxergar
E, assim como nós somos parte dela como energia, ela é, foi e sempre será.
O corpo acaba, mas a consciência é eterna.
Nós permanecemos! (e alguns acreditam que voltamos - reencarnamos!)
Não tema a Deus, não tema o pecado! Simplesmente seja feliz - e LIVRE!
Não maltrate seus irmãos, porque eles têm sentimentos igual a você.
Não maltrate nem um pássaro, pois ele canta na janela de alguém, ou até na sua.
Respeite essa merda toda porque no fundo
Tudo é parte de você.
Cânticos
Qual dos cânticos
entoados
Contém a harmonia
das estrelas
Qual melodia seria
aquela
Que jamais alguém
ousaria perdê-la
Como se poderia
imaginar
O mais brilhante
soar
Capaz de unir
todos os sentidos
Dos visíveis aos
embutidos
Qual é o lado do
cosmos
Atingido pela
melodia inteira
Esta que voa
através do tempo
E a qual tudo
incendeia
Qual dos cânticos
entoados
Tem como a única
verdade
Ser a divindade
inteira
Ser o que se tem
como a primeira
Na lista do que é
mais sagrado
Desenformados
E
eles irão gostar de informação
E
eles amarão a televisão
E
todos os meios de comunicação
E
continuarão sempre bem in-formados
E
crescerão todos como bolos
Formatados
nas formas do padrão
O
Estado, a sociedade e o mercado forçarão
Para
todo e qualquer cidadão
A
fôrma da qual jamais sairão
E a
própria sociedade não permitirá
Que
qualquer pessoa saia desse padrão
Pois
eles zombarão da desin-formação
E
gozarão dos desin-formados
E
chamarão-nos de loucos e alienados
Pois
que de dentro das fôrmas
Não vos
será possível ver razão
E
toda a informação moldará vossa cultura
E vos
dirá o que deves dizer
E ditará
tudo o que vos deveis ser
Com
uma cerca
Pois
jamais terão a percepção
De
quem realmente são
E
não haverá nada além de informar
E não
haverá a opção do ver sem forma
E
não haverá a opção do ver sem corpo
E
não haverá a opção do ver sem roupa
E
não haverá outra opção
Para
que a consciência seja limitada
Para
que jamais percebam
Quem
realmente são
Para
que jamais percebam
O
quão ilimitados são
E o
tempo passará...
E de
tão acostumados ao entretenimento
Eles
se sentirão vazios
Sem
o som da informação
Pois
jamais conhecerão outra possibilidade
Como a de ver pelo ponto de vista
Dos
desin-formados
Ira
Ira é expectativa
não atendida
É fúria nas
avenidas da vida
É esperança muito
elevada
Que transmuta, numa
passada,
O amor em ódio, ou
até em porrada.
Ira é expectativa exagerada
Sobre algo que
foge a alçada
Pois que ao outro não
se lapida
Pouco se muda, ou até
mesmo nada.
A ira está mais
para um sinal de alerta
Que pisca âmbar intermitente
E que avisa do
perigo eminente
Que fura o sinal,
que causa acidente
Amarelo, seu danado!
Ah! Amarelo seu
danado
Não se finja de canário
Não se finja de
girassol
Deve estar
apaixonado
Deve ter inveja do
sol
Ou na certa
Queria apenas ser dourado
Queria apenas ser dourado
Qual medida teria
Qual medida teria
entre
música e poesia,
se da
métrica de
qualquer que vejas,
da mesma alma
ascenderia
E qual medida
valeria
Tanto à música
quanto à poesia,
se da harmonia
entre
qualquer que
sejas,
A alma é o tanto
que elas desejam.
Teríamos que falar
em graus, em modos,
em acentos e
acidentes...
Teríamos que usar
qualquer
terminologia que
se possa saber
para adaptar a
profecia do poeta
a qualquer canção
que se possa conceber
Jamais poderíamos
nos dar ao luxo de
separar
um letrista d’um
poeta, como não se separa
um bruxo de sua
aldeia
Posto que ambos
lidam com a mesma alma
alheia
E no encanto da
música pela poesia
Em que um verso
está coberto de melodia
Qualquer poeta
sabe
Que o canto sempre
se baseia
nas palavras que
correm pelas veias
Princípio da Polaridade
Tudo é duplo
tudo tem dois polos,
tudo tem seu par de opostos.
O semelhante e o dessemelhante
são uma só coisa.
Os opostos são idênticos em natureza
mas diferentes em graus.
Os extremos se tocam.
Todas as verdades
são meias-verdades
Todos os paradoxos
podem ser reconciliados
tudo tem dois polos,
tudo tem seu par de opostos.
O semelhante e o dessemelhante
são uma só coisa.
Os opostos são idênticos em natureza
mas diferentes em graus.
Os extremos se tocam.
Todas as verdades
são meias-verdades
Todos os paradoxos
podem ser reconciliados
Palavra volátil
Poesia
é palavra acesa
por centelha
Ignição por faísca em sentença
Transforma volátil oração
Que explode em verso incendiário
Iluminando o verso
Toda palavra é volátil
E toda poesia é centelha
A sentença é mais que volátil
É incediária
A ideia é quem explode
Pois se alastra e queima na mente
Da qual se inflama em verso
E se irradia no infinito espaço da rima
Saiam! Coisas...
Deixa as palavras saírem pelas mãos
Liberta-se da prisão que criaste para ti
Aproveita o pensamento do agora
E não as perderá de vista no amanhã
Não deixe nas mãos da memória
Esse tempo que nunca mais volta
As lembranças são como as brisas
Que passam por nós a todo instante
E nunca mais serão as mesmas
Vai e deixa que a poesia saia
Não temas nada que advir dela
Pois que são apenas e somente palavras
Mas que retratam o fundo da tua alma agora
A palavra certa é apenas um centelha
De tudo o que se acende em volta
Não há maior agonia do que essa
De ver que até o mais brilhante verso
Jamais ilumina quem escolheu
Apenas brincar de vida
Transmutar o canal
Transmutação
É uma chave seletora
Que sintoniza o canal
Do amor ou do ódio,
Conforme a vontade do espectador
Eu não sou daqui mas também não sou de lá
Eu não sou daqui
Mas também não sou de lá
Eu sou de todo lugar
Talvez sim
Um pouco daqui
Um pouco de lá
Você estaria preparado?
Se alguém pudesse lhe transmitir toda a verdade
De uma só vez
Você estaria preparado para recebê-la?
De uma só vez
Você estaria preparado para recebê-la?
Araucárias Angústia e Folhas
Brota araucária sem angústia
Vence a ameaça que te faz quedar
Transborda em cachoeira, refloresta
Do ribeiro à foz do rio que parece mar
Desfalha pinha madura!
Germina, pivota que é janeiro
Jaz tanto forro, teto, ripa e amargura
E sê ligeira, mais que a serra do madeireiro
Alce as copas oblíquos braços
Revisita o céu, imenso candelabro
E medra fundo também na consciência do homem
Pois que a ciência quase nada pode
Com aquele que da tua própria pinha come
Dom Pedro, Lumber, Farquhar
Que diferença faz agora contestar
Se o que vejo nos campos do Paraná
Não passa de um mero salpicar
de uma floresta inteira que ali deveria estar.
Vence a ameaça que te faz quedar
Transborda em cachoeira, refloresta
Do ribeiro à foz do rio que parece mar
Desfalha pinha madura!
Germina, pivota que é janeiro
Jaz tanto forro, teto, ripa e amargura
E sê ligeira, mais que a serra do madeireiro
Alce as copas oblíquos braços
Revisita o céu, imenso candelabro
E medra fundo também na consciência do homem
Pois que a ciência quase nada pode
Com aquele que da tua própria pinha come
Dom Pedro, Lumber, Farquhar
Que diferença faz agora contestar
Se o que vejo nos campos do Paraná
Não passa de um mero salpicar
de uma floresta inteira que ali deveria estar.
05/07/2017
A boca e a mente
Quando se sentir pressionado
Quando se perceberes inquietado
Quando decidires "dar o recado"
(De que estás sendo incomodado)
É a hora.
É a hora do pendurado!
É a hora de mostrar o dever de casa
E de mostrar que aprendeu que o outro está errado
É hora de apresentar o saber que lhe foi dado
É hora de SEGURAR, engolir o palavreado
É hora do silêncio.
É hora da espera de um segundo dobrado
É hora de perdoar, que seja O OUTRO o mais otário e abandonado
Mas não tú.
Porque tú aprendeste com o mais letrado!
O outro SEMPRE mostrará que não é dotado.
E você aprenderá que apenas dois segundos
Revelam um idiota mal-letrado
Repita isto e sentirás o poder
Que está sendo passado
Por aí chamam isto de
"exercício de paciência"
Mas o único aprovado
é quem experimenta
E entende a sua essência.
Quando se perceberes inquietado
Quando decidires "dar o recado"
(De que estás sendo incomodado)
É a hora.
É a hora do pendurado!
É a hora de mostrar o dever de casa
E de mostrar que aprendeu que o outro está errado
É hora de apresentar o saber que lhe foi dado
É hora de SEGURAR, engolir o palavreado
É hora do silêncio.
É hora da espera de um segundo dobrado
É hora de perdoar, que seja O OUTRO o mais otário e abandonado
Mas não tú.
Porque tú aprendeste com o mais letrado!
O outro SEMPRE mostrará que não é dotado.
E você aprenderá que apenas dois segundos
Revelam um idiota mal-letrado
Repita isto e sentirás o poder
Que está sendo passado
Por aí chamam isto de
"exercício de paciência"
Mas o único aprovado
é quem experimenta
E entende a sua essência.
De frívolas reflex
Venho há tempo carregando um conjunto de coisas.
Venho, e venho rápido; são.
Estive quase nu, mas me fiei a carregar...
Algumas bobagens, por certo.
Detestáveis e inúteis;
Carregadas de frívolas reflex...
Mas que diabos são frívolas reflex?
Venho, e venho rápido; são.
Estive quase nu, mas me fiei a carregar...
Algumas bobagens, por certo.
Detestáveis e inúteis;
Carregadas de frívolas reflex...
Mas que diabos são frívolas reflex?
The Reality
Let's wake up
And close your eyes to see
And by the mind we will see
That you and I are everything
We are really
One thing only.
That yes!
We are all one!
We are all waves
And everything is moving
Close your eyes to see
That nothing is real
Not the mass in you.
Neither the matter of a crystal
That yes!
We are all waves
Nothing is stopped
We are all waves
Creation is Divine
The universe is mental
We are all part
Of a universal mind
And close your eyes to see
And by the mind we will see
That you and I are everything
We are really
One thing only.
That yes!
We are all one!
We are all waves
And everything is moving
Close your eyes to see
That nothing is real
Not the mass in you.
Neither the matter of a crystal
That yes!
We are all waves
Nothing is stopped
We are all waves
Creation is Divine
The universe is mental
We are all part
Of a universal mind
Cambaraense
Às margens do
Alambari, no ribeirão
Do alto, o grande
salto vira usina
Do cristo avista
as terras do norte do Paraná
O salto grande
para o paranapanema
Fecundo solo traz
colônias do Japão
A verdadeira terra
da promissão
Brota araucária - sem angústia!
Brota araucária sem angústia
Vence a ameaça que te faz quedar
Transborda em cachoeira, refloresta
Do ribeiro à foz do rio que parece mar
Desfalha pinha madura!
Germina, pivota que é janeiro
Jaz tanto forro, teto, ripa e amargura
E sê ligeira, mais que a serra do madeireiro
Alce as copas oblíquos braços
Revisita o céu, imenso candelabro
E medra fundo também na consciência do homem
Pois que a ciência quase nada pode
Com aquele que da tua própria pinha come
Dom Pedro, Lumber, Farquhar
Que diferença faz agora contestar
Se o que vejo nos campos do Paraná
Não passa de um mero salpicar
de uma floresta inteira que ali deveria estar.
Vence a ameaça que te faz quedar
Transborda em cachoeira, refloresta
Do ribeiro à foz do rio que parece mar
Desfalha pinha madura!
Germina, pivota que é janeiro
Jaz tanto forro, teto, ripa e amargura
E sê ligeira, mais que a serra do madeireiro
Alce as copas oblíquos braços
Revisita o céu, imenso candelabro
E medra fundo também na consciência do homem
Pois que a ciência quase nada pode
Com aquele que da tua própria pinha come
Dom Pedro, Lumber, Farquhar
Que diferença faz agora contestar
Se o que vejo nos campos do Paraná
Não passa de um mero salpicar
de uma floresta inteira que ali deveria estar.
Eu mantenho um diário
Tudo o que eu já vi, passei, ri, pensei
ouvi por aí ou me disseram, está escrito lá.
E neste diário tenho regras que sigo.
E uma delas eu vou quebrar agora:
nunca falar sobre a existência desse diário
E está quebrada!
Outras regras que eu sigo são:
nunca mencionar onde ele está
Ou quando comecei a escrevê-lo.
Mas estas regras eu não pretendo quebrar.
Não posso revelar outras, pois só esta regra que eu quebrei
já pode me trazer muitos problemas.
Afinal, quem quer conviver com alguém que quase nada esquece?
No entanto, quando eu partir,
Quero que leiam meu diário para os presentes.
Quero que todos tenham a lembrança das suas participações na minha vida,
e das minhas nas suas, boas ou más.
Porque tudo está lá. inesquecivelmente lá.
Se por acaso, você esquecer do que me disser
Lembre-se de que eu tenho tudo escrito.
E você deveria fazer o mesmo, porque, afinal,
você não vai querer deixar as suas lembranças
sob a responsabilidade de uma memória que existe pra esquecer.
Se, para lhe mostrar, eu rasgasse a folha do meu diário
que possui minhas memórias de trinta e dois anos atrás,
qualquer um de nós iria manter o seu próprio diário.
Na capa do meu diário está escrito:
“Para esquecer de um dia só é preciso outro”
Olho BEM aberto
Se eu contasse o
que ví,
só num rateio, te
esperava
com lágrimas no
rosto e
gritos nos olhos.
Mas ví, e ví mais
que tudo
que já se tivesse
visto
Mas não ví com
meus próprios olhos,
porque ví com os
olhos da alma
E ela tem seus
próprios olhos
E enxerga além dos
corpos, só alma enxerga
E já posso fechar
os olhos
Pois que os olhos
da alma
Quando se abrem
Nunca mais se
fecham
Da dura vida
para quem fica
Sobram apenas
almas cegas
com olhos abertos
Pois que todos que
não
enxergam com a
alma
Supeitam que o se
aproxima o inimigo
Deixo aqui um rastro
de luz por certo
Para quem continua
ou
vem depois de mim
Qualquer que seja o
esperto
Saberá enxergar com
o olho BEM aberto
