(1º comentário)
E então, da penumbra, surge a luz.
Bem próxima, sente-a. Quase toca. Luta
consigo mesmo por um único toque. Perde. Mas ainda busca. Quer tocá-la, quer
abraçá-la, quer aproximar-se, quer amá-la. Amando, lhe permite um toque.
Então, de um toque, surge à penumbra.
Cabe-lhe persistir neste amor.
(2º comentário)
E então, no amor, surge a luz. Bem próxima, a
sente. Duvida. Quase se afasta. Afasta-se. Roga pelo ódio, odeia, quase se
mata... quase. Quase esquece. Esquece. Então, se enobrece ou se entristece.
Lembra, e pensa no engano. Engana-se e... ama?
Na mais pura e maravilhosa utopia do ser
humano.
(3º comentário)
E então, no engano, surge a luz, ou então, na
mais pura e maravilhosa utopia do homem, surge a luz:
bem próxima, a sente, acredita, quase se
convence...
Então, quase inexplicável quanto explicar o
que inexiste, a luz se aproxima, o homem a sente... sente com o coração...
sente-a com seu corpo... sente-a com seus pêlos... mas não sente, em momento
algum, que não sente com amor.
- E então, o que torna o homem feliz neste
instante?
- Justamente isto. Ainda não buscar o amor.
Apenas o bem de si mesmo, para si mesmo.
- Então todos os homens são felizes neste
instante apenas porque buscam apenas o bem em si mesmos?
- Sim.
- Justifique.
- O bem, o prazer, satisfaz. Por isso ainda
vivem na penumbra.
1997, Acrópole Escola Filosófica -
Curitiba-PR.
Indicado como referencia do livro VI: O Mito Da Caverna, da obra A República - Platão
Indicado como referencia do livro VI: O Mito Da Caverna, da obra A República - Platão
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